Quando o vivente se identifica em demasia com a concretitude da matéria, a idéia do espírito lhe parece absurda. Ele pode se tornar convicto de que esta idéia afronta a inteligência e serve ao charlatanismo. E, muitas vezes, crendo que a Força não possa ser comprovada, atira-se como arlequim no circo de Maya, fazendo mímicas espirituais. Quando o vivente se identifica em demasia com o espírito, a idéia da matéria lhe parece absurda. Ele se torna convicto de que a matéria e tudo que ela contém são a sua perdição. Não é a matéria que conspurca o espírito, mas o uso que se faz dela. Somente a combinação harmoniosa das duas idéias pode resultar no equilíbrio, pois ao primeiro falta a real direção da mente, que é a força e ao segundo falta o tronco da mente corretamente enraizado no chão. Não é possível viver sem a harmonia entre os dois princípios básicos: espírito e matéria. Por espírito, entenda-se a inteligência superior do homem e por matéria a manifestação das realizações da inteligência na dualidade deste mundo. Por falta do conhecimento e da vivência plena e integrada entre ambos, o homem nega para si mesmo o seu aspecto de Tesoureiro de Deus. Ele inverterá os valores, admitindo dois absurdos: para ser rico na matéria, terá de ser pobre no espírito. Para ser rico no espírito, terá de ser pobre na matéria. Só existe uma verdade essencial: assim na terra como no céu, ou, o que está embaixo deve corresponder ao que esta em cima, o que está dentro será projetado para fora ou ainda a lei de causa e efeito. Texto extraído do livro “ATITUDE PROSPERA ” de M. Nilsa Alarcon & J.C. Alarcon.
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