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REFLEXÃO DE UMA TESTEMUNHA |
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 REFLEXÃO DE UMA TESTEMUNHA DE ACUSAÇÃO NO JULGAMENTO ARES-MARTE
Célio Fernandes, Cuiabá-MT.
Quero agradecer pela oportunidade de participar do julgamento Ares/Marte, como testemunha de acusação. Desde o convite já me senti ENTUSIASMADO a participar, (teatro assumido é bem melhor que o teatro inconsciente).
Quando o advogado me disse que eu seria testemunha de acusação, e me explicou no dia (eu só li o material na véspera) o que eu deveria fazer, fiquei ENERGIZADO, a mente não parava mais de criar cenas, encenações, dramas, tudo para que fosse convincente, BRILHASSE no papel, INTIMIDASSE a defesa, e obtivesse VITÓRIA ao final.
A atividade como um todo foi um deleite para os egos, que desfilavam a minha frente através de cada personagem, e cutucavam para "AGIR, INCENTIVAR, REVIDAR, até AGREDIR, (Ufa, ainda bem que passou... Será?, fiquei a me questionar: será que estou agindo assim em algumas situações, e concluà que sim).
Já tinha programado até chorar no depoimento, mas para minha surpresa, quase que o choro acontece antes de contar a história, e depois por ter ficado descompassado, acabou não ocorrendo, pois o REVIDE, A AGRESSIVIDADE, a vontade de GANHAR a disputa com o advogado de defesa, tomaram conta.
O teatro virou teatro! E ARES/MARTE, tomou conta Era perna tremendo, coração disparado, agressividade e opressão em cena (de testemunha passei a advogado, fazendo pressão e ataque à defesa). Enfim foi divertido, mas serviu para enxergar muito bem como somos marionetes das forças da natureza.
Espero poder participar de todos os encontros, com ou sem papeis, para exercitar toda a extensão das possibilidades dessa valorosa experiência. Abraços a todos. |
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