IMPRESSÕES SOBRE O JULGAMENTO DE ÁRES – MARTE
Francineide Fonseca – Cuiabá, MT
Tem uma passagem no livro dos Mestres - 2º. Vol. "O Padrão Humi", que sempre me vem à mente, e com mais intensidade quando tenho que tomar alguma decisão. Coincidentemente, no material distribuído pela Unidade Local da Academia de Autoconhecimento HUMI, esta mensagem vem no rodapé da primeira página, e diz assim: “A Hierarquia dos Mestres Imateriais necessita de trabalhadores que pensem por si mesmos, caminhem com os seus próprios pés e saibam conciliar toda a diversidade dentro da Unidade, sem confundirem liberdade e iniciativa, com separatividade e omissão diante da responsabilidade planetária”. Do julgamento de Ares-Marte e seus aspectos psíquicos para cá, me incomodou bastante o comportamento do júri no momento de decidir a sentença... Ou seria no momento da “indecisão”? Algumas coisas me surpreenderam:
1- O entendimento de que o Mito não estava sendo julgado, mas somente os aspectos psíquicos negativos: egoísmo, revide, agressividade, opressão, turbulência/ingratidão...
2- A não visão de — para que todo o aparato do julgamento? — pois estes aspectos psíquicos já seriam votos vencidos para a promotoria. Ou alguém tem dúvida quanto à negatividade desses aspectos?
3- A desconsideração, sob o meu ponto de vista, dos depoimentos das testemunhas. Por exemplo, no testemunho da Dinair: só se viu o lado negativo, apesar de este lado ter durado 30 dias, e não ter causado mal a ninguém, em detrimento dos 28 anos de lado positivo; da Kátia, o aspecto guerreiro e insistente quanto ao seu objetivo profissional; da Jeanete, que apesar do lado negativo de se sentir oprimida, quando a coragem (dela) foi maior que a opressão, trouxe a libertação; o Adão, que nomeou uma série de vantagens para a força guerreira, que até então só o tem ajudado; o Antonio, que a irritação pela inadequada gratificação pelo seu trabalho, trouxe-lhe a força para se posicionar e esclarecer... Enfim, somente no depoimento do Célio, não consegui visualizar o lado positivo na hora da situação.
Ora, se não existe conexão entre os fatos narrados pelas testemunhas com o réu; se os fatos narrados por elas não servem para mostrar, por exemplo, que o egoísmo na dose certa é uma busca por sua individuação; que agressividade na dose certa é assertividade, então, para que o depoimento das testemunhas?
4- Vi um entendimento macro sem a visualização do micro. Eu explico: a humanidade é egoísta. A humanidade e etc. Ao invés de: na situação tal, a testemunha aqui, apesar da atitude infantil e egoísta (que na verdade não foi egoísta, já que nascemos com uma busca de auto-afirmação, ego...), o comportamento dessa testemunha, levou-a a um bem a si e ao outro, então vemos que nesse aspecto o Mito não é culpado, e assim por diante.
5- No final, o entendimento de que não se sabia que o Mito estava sendo julgado, pois a informação repassada pelos organizadores não seria esta.
Questionei muito na hora do julgamento. Tentei mostrar ao júri que seria voto vencido julgar apenas os aspectos negativos propostos. Enfim, com o tempo esgotado e as resistências aumentando, fiquei a pensar: céus, por que não vejo da forma que o grupo (júri) está vendo? Trouxe a reflexão para casa e, após já ter lido todo o material enviado publicado, ainda me ocorre o seguinte:
ü Não conseguimos filtrar e desobedecer a uma ordem incorreta ou inconsistente, mesmo que esta “desobediência” não nos traga qualquer tipo de transtorno. Por quê?
ü O que seria, então, “homens que pensem por si mesmos”? Se quando erramos nos defendemos a dizer que foi o outro que nos orientou errado...
Até hoje, agora, agorinha, estava me omitindo em dar esse depoimento na espera de que esta energia passasse e a compreensão viesse. Ainda não veio, e eu gostaria de compreender todos esses porquês.
Queridos, esta mensagem está carregada de energia ariana, eu bem sei – não se assustem – é positiva, pelo menos para mim. Ops, aqui eu tenho que ter cuidado para que ela não seja confundida com egoísmo ou egocentrismo. Desculpem-me algum erro, não quis reler o texto para não mudar o sentido do sentimento, que penso ser neste momento o mais importante. |
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