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A Essência Universal se transforma em Forças da Natureza.

COMO AVALIAR COM COMPETÊNCIA

Não fosse o sistema neurolinguístico com a evolução de sua linguagem, o ser humano poderia ser ainda mais reativo. Através da linguagem ele nomeou sentimentos como amor, bondade e compaixão. A partir da idéia nomeada com uma palavra ele compreendeu melhor a si mesmo, a sua inteligência e vislumbrou o desenvolvimento de um progresso superior. Finalmente, ele concebeu: a crítica, a avaliação e o julgamento agora têm por foco a competência. Ele já não se sente agredido como antes diante de uma avaliação. Ele evoluiu e percebeu que esta é, na verdade, a sua melhor ferramenta desenvolvedora de competência. Desenvolver a competência, num determinado momento da evolução humana, implica também conhecer melhor o significado das palavras, porque através delas se aperfeiçoa a idéia, a comunicação e a compreensão.  Para concluir um juízo competente, existe a necessidade de conhecer o teor mais profundo da palavra e usá-la sabiamente, ou seja, proferi-la com a propriedade de quem percebe, compreende, sabe, sente e vive o sentimento do seu próprio discurso. E isto também quer dizer: o intelecto precisa se alinhar ao coração para que a palavra tenha alma e emoção.

A CADEIA DA EVOLUÇÃO PSÍQUICA.

A Essência Universal se transforma em Forças da Natureza.

As Forças da Natureza deram origem aos primeiros Arquétipos que se depositaram no Inconsciente Coletivo.

Os Arquétipos produzem Pulsões a partir da Interação Anímica, a ação misteriosa entre a Psique e o instinto.

A Interação Anímica produz os Mitos e os Aspectos Psíquicos.

Os Aspectos Psíquicos produzem as Egrégoras.

As Egrégoras determinam o comportamento do indivíduo.

O comportamento do indivíduo prossegue modelando Mitos.

O comportamento do indivíduo e seus Mitos produzem o meio.

O meio produz a sociedade (a coletividade).

A sociedade prossegue produzindo novos indivíduos.

Todo este caminho está gravado no Inconsciente Coletivo e Individual modelando a Psique, causa determinadora do comportamento humano.

Portanto, todo comportamento de um ser humano que desconhece a si mesmo é determinado por esta cadeia. Para livrar-se dela, o autoconhecimento é indispensável.

O Autoconhecimento é a Ciência que tem como foco principal investigar e conhecer o que existe no Inconsciente, tanto coletivo quanto individual. E faz isto através da análise das Pulsões – PULSAR. IMPULSO. AÇÃO. ATITUDE. POSTURA. COMPORTAMENTO – usando a lógica dedutiva, ou seja, partindo do efeito para deduzir a provável causa.

Somente o autoconhecimento pode libertar o Indivíduo desta cadeia. O início do Autoconhecimento exige que o indivíduo conheça amplamente os Aspectos Psíquicos – positivos e negativos.

Vamos ao Glossário para nos auxiliar nos casos de AVALIAÇÃO, crítica ou julgamento. E tenhamos um bom proveito!

GLOSSÁRIO DE TERMOS APLICADOS

AO JULGAMENTO DE ARQUÉTIPOS,

PULSÕES EASPEC TOS PSÍQUICOS EM NÓS.

ARQUÉTIPO: do grego ARCHÉTYPON. Palavra composta de ARCHI [do grego: ARCHÉ, “superioridade”, “proeminência”; “primazia” como em arquidiocese, arquiconfraria, arquiprior, arcanjo, arcebispo] + TYPON [do grego TYPOS, “cunho”, “molde”, “sinal”].

Tradução literal de ARQUÉTIPO: o primeiro molde ou modelo a determinar a feição ou a imagem de um ser. O sinal que está em primeiro plano a determinar alguma superioridade ou proeminência na formação do caráter ou índole de um ser.

C. G. Jung* foi buscar em todos os sentidos da palavra – ARQUÉTIPO – uma significação adequada à pesquisa científica sobre a sua visão do Inconsciente Coletivo na Psicologia. Então, para Jung, ARQUÉTIPO significa a representação, no inconsciente coletivo, de alguma experimentação arcaica da experiência humana, ou seja, de alguma daquelas experiências que todos os seres humanos, em todas as épocas e lugares, já viveram; por isto, é sempre uma imagem coletiva em sua intensidade e atributos.

Essa experimentação vem desde os primórdios da evolução humana, e toca a nossa raça como um todo. Ela está depositada no Inconsciente Coletivo e, por sua vez, está depositada no inconsciente de cada indivíduo, produzindo as PULSÕES do inconsciente que geram os impulsos produtores de ações, atitudes, posturas e padrões de comportamento.

Um exemplo de imagem arquetípica depositada no inconsciente coletivo: a visão das forças da natureza produzindo fenômenos como trovões, relâmpagos, tempestades, terremotos, maremotos, provocando nos seres humanos os estados emocionais de terror, deslumbramento ou reverência. Em eras primitivas, o homem entendeu que estas forças eram superiores a ele e, a partir daí principiaria a germinar a semente da idéia sobre a divindade: os deuses. O homem, então, caminharia para expressar a sua percepção desta idéia, através de MITOS.

Fenômenos como libido, nascimento e morte também produziram imagens arquetípicas. As matanças através de guerras e animais ferozes também são outros exemplos. O ser humano desconhece que as suas PULSÕES são orientadas a partir destas imagens arquetípicas, que estão registradas no inconsciente coletivo desde tempos remotos.

As imagens do passado evolucionário são arquetípicas porque são representações simbólicas (modelos, sinais, selos, marcas) das experiências gozadas ou sofridas. No contexto geral, o ser humano pode transformar qualquer ARQUÉTIPO em MITO. O ARQUÉTIPO é a origem do MITO, gerado a partir do olhar, do sentimento, da percepção, do relacionamento do homem com as FORÇAS NATURAIS e suas múltiplas conseqüências. Portanto, é de se supor que o ARQUÉTIPO nasce, primeiramente, a partir dos fenômenos produzidos pelas FORÇAS DA NATUREZA e, depois, como o homem percebeu, recebeu e sentiu o impacto destes fenômenos. Nasce um sentimento e a idéia diante do TODO, algo que a humanidade tem em comum.

*Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço que desenvolveu um extenso trabalho de estudo da alma humana conhecido como Psicologia Analítica ou Psicologia Junguiana.

ASPECTOS PSÍQUICOS têm origem no modo como a psique atua em função de: (veja quanta coisa precisa para gerar um aspecto psíquico)

a) Arquétipos depositados no Inconsciente,

b) condições internas do indivíduo, inclusive a sua biologia, como cérebro e sistema nervoso

c) condições sociais,

d) condições ambientais – artificiais ou naturais,

e) influências indeterminadas ou ocultas, a exemplo da vibração eletromagnética de egrégoras e corpos astrais.

Em geral, o Aspecto Psíquico é acionado por uma Pulsão, que é como a faísca que pulsa e segundo a Lei de Atração dos Fluidos Semelhantes, atrai a freqüência vibratória que for compatível dentro do seu universo. Os Aspectos Psíquicos podem ser: positivo, negativo e neutro. Positivo significa proativo e construtivo. Negativo significa reativo e destrutivo. Neutro significa holoativo e impessoal. Aspectos Psíquicos, portanto, demonstram o estado da consciência e da inteligência instintiva, intelectual, psíquica ou espiritual.

Cada vez mais o autoconhecimento se difunde e as pessoas se dão conta da importância dos ASPECTOS PSÍQUICOS, porque aprendem: “eles combinam componentes intelectuais e emocionais, para o sucesso de qualquer iniciativa humana”.

Os ASPECTOS PSÍQUICOS  podem ser definidos, reconhecidos, transformados e desenvolvidos. Isto significa crescimento pessoal e maior desenvolvimento da competência para ser, estar e acontecer na mais alta das possibilidades. Daí vem o vislumbre de um passo gigantesco da humanidade: a sua libertação dos aspectos negativos.

Positivos ou negativos, os Aspectos Psíquicos representam a forma como manejamos a FORÇA. A FORÇA é sempre atuante e dominadora. Mas, podemos escolher entre três formas distintas de lidar com ela:

1. proativa,

2. reativa,

3. holoativa.

Esta escolha só pode acontecer quando nos aprimoramos e aprendemos a reconhecer os ASPECTOS PSÍQUICOS.

Mesmo que saibamos disto e digamos que a nossa escolha é proativa, resta a Pulsão do inconsciente a expressar o Arquétipo que está depositado em nosso mundo interno e oculto, por vezes, inacessível a nós mesmos. Então, queremos e batalhamos pelo bem e sem querer, nos vemos envolvidos com algo que rejeitamos ou temos aversão. E quase tudo que não queremos, pode-se classificar como “mal”, “negativo” ou causa de aversão, crítica estéril e julgamento ferino. Este nosso ASPECTO PSÍQUICO de ordem punitiva vai determinar grande parte do fracasso nas relações e negócios. Ele é negativo quando a Pulsão, em caráter permanente e inconsciente, impele o indivíduo a julgar, criticar, sentenciar e punir. Se este aspecto for dominante no indivíduo, presente em sua postura desde os mínimos lances, o “aspecto psíquico do tirano” determinará um perfil que sente e causa aversão… Teremos no máximo uma doença psicológica ou no mínimo uma pessoa antipática.

Os ASPECTOS PSÍQUICOS se convertem em egos bipolares, como por exemplo: o tirano e a vítima (ou o explorador e o explorado, o torturador e o torturado), o vitorioso e o fracassado (ou o herói e o mártir) e assim por diante.

EGRÉGORA provém do grego EGRÉGOROI e significa: um campo de energia gerado através da conjunção ou da somatória de energias acionadas por PULSÕES do Inconsciente. Estas PULSÕES determinam a qualidade dos Aspectos Psíquicos em ação: positivo – neutro – negativo. De modo simples, as energias físicas, emocionais e mentais dos indivíduos se estabelecem através de ondas e freqüências, gerando um campo de energia psíquica. A Lei de Atração dos Fluidos Semelhantes se encarrega de agrupar as freqüências compatíveis, embora por força da dualidade, uma EGRÉGORA apresenta energias de freqüências diametralmente opostas e, naturalmente, energias que têm afinidade fluídica em sua natureza. O caráter da EGRÉGORA pode ser positivo, proativo e construtivo. Pode ser negativo, reativo e destrutivo. Pode ainda abrigar as duas coisas ao mesmo tempo.

A EGRÉGORA tem origem nos ASPECTOS PSÍQUICOS. Entretanto, para que a Lei de Atração proceda ao carregamento da freqüência de uma EGRÉGORA e conecte-a à Psique do Indivíduo, é necessário que ele vibre algum Aspecto Psíquico que ofereça o elo de conexão.

A EGRÉGORA é o resultado da somatória dos Aspectos Psíquicos de uma determinada civilização, população, sociedade ou grupo.

ESSÊNCIA UNIVERSAL: aquilo que constitui a natureza das coisas; a substância da vida, a existência, o espírito.

FORÇAS DA NATUREZA: um conjunto de energias ativas que estabelecem e conservam a ordem natural de tudo quanto existe, bem como a condição destas energias como formadoras e sustentadoras do homem desde os primórdios. Em Filosofia, estas forças da natureza constituem a essência de todo ser vivo e também o mundo visível, em oposição à idéias, sentimentos ou emoções, por vezes como um conjunto do que se produz no Universo, independentemente de intervenção refletida ou consciente. As FORÇAS DA NATUREZA costumam ser referidas simplesmente como a FORÇA.

A FORÇA é a origem do ARQUÉTIPO… A FORÇA é fonte constitutiva da vida. Ela está organizada primariamente com quatro aspectos basais, a saber: FOGO e AR + ÁGUA e TERRA. Ela é a natureza própria dos fluidos constitutivos que dão nascimento a tudo. Ela é a sustentação dos seres manifestados em forma física e em reinos próprios: Sol, Lua, Estrelas, Água, Terra, Animais (Racionais e Irracionais), e Vegetais (Metais e Minerais).

INCONSCIENTE COLETIVO, segundo o conceito de psicologia analítica criado pelo psiquiatra suíco Carl Gustav Jung, é a camada mais profunda da psique humana. Ele é constituído pelos materiais que foram herdados da humanidade. É nele que residem os traços funcionais, tais como imagens virtuais, que seriam comuns a todos os seres humanos.

A existência do INCONSCIENTE COLETIVO não é derivada de experiências individuais, tal como o inconsciente pessoal, trabalhado por Freud, embora precise de experiências reais para poder se manifestar.

Tais traços funcionais do INCONSCIENTE COLETIVO foram chamados por Jung de ARQUÉTIPOS, que não seriam observáveis em si, mas apenas através das imagens que eles proporcionam.

Já o psicanalista Erich Fromm apresenta outra posição a respeito, denominado sua concepção não de “inconsciente coletivo” mas sim “inconsciente social”, que seria a parte específica da experiência dos seres humanos que a sociedade repressiva não permite chegar à consciência dos mesmos. Já o sociólogo e filósofo Nildo Viana concebe o INCONSCIENTE COLETIVO de uma terceira posição. Ele seria o conjunto das necessidades e potencialidades reprimidas de um conjunto de indivíduos, grupos, classes ou toda a sociedade.

O INCONSCIENTE COLETIVO se opõe ao inconsciente pessoal, o qual poderia se manifestar na produção de sonhos. Desta forma, enquanto alguns destes têm caráter pessoal e podem ser explicados pela própria experiência da pessoa, outros sonhos apresentam imagens impessoais e estranhas, que não se consegue associar a nada de que se tenha lembrança. Esses sonhos seriam então um produto do INCONSCIENTE COLETIVO, algo como um depósito de imagens e símbolos que Jung denomina ARQUÉTIPOS. Seria deles também de onde se originariam os MITOS.

INTERAÇÃO ANÍMICA é a ação que se exerce mutuamente entre a Psique e o Instinto.

MITO: do grego MYTHOS. O termo literal significa fábula, mas o Mito não é somente uma fábula já que está associado ao Rito, ou seja, não é somente uma narrativa breve, de caráter alegórico, em verso ou em prosa, destinada a ilustrar um preceito ou uma experiência. A forma de colocar o Mito em ação na vida do Homem é através do Rito (ex: cerimônias, danças, orações… Assim, os “ritos de passagem”, tais como batizado, noivado, casamento, velório, formatura existem porque o Homem está colocando os Mitos em ação na sua vida)

Em sua parte narrativa aparecem seres e acontecimentos imaginários; podem simbolizar FORÇAS DA NATUREZA e/ou aspectos da vida humana, a representação de fatos ou personagens reais, exagerada pela imaginação popular, pela tradição, etc. Pode também simbolizar a representação passada ou futura de um estado ideal da humanidade. A parte mais importante de um mito é quando ele traz a imagem simplificada de pessoa ou acontecimento, geralmente ilusório, e cuja elaboração pode ser aceita por grupos humanos, representando um papel significativo em seu comportamento. O MITO pode conter alegorias, utopias, fantasias, irrealidades e aspectos inacreditáveis ou impossíveis. O MITO pode ser também uma narrativa de significação simbólica, transmitida de geração em geração e considerada verdadeira ou autêntica dentro de um grupo, tendo geralmente a forma de um relato sobre a origem de determinado fenômeno, instituição, etc., e pelo qual se formula uma explicação da ordem natural e social e de aspectos da condição humana.

Finalmente, o MITO constitui uma forma oposta à do pensamento lógico e científico. Um exemplo: O MITO DA CAVERNA, aquele com que Platão, no começo do livro sétimo da República, figura o processo pelo qual a alma passa da ignorância à verdade. O MITO nasce a partir de um ARQUÉTIPO.

O MITO representa o modo como o indivíduo vê, sente, interpreta, expressa ou comunica a sua percepção sobre a FORÇA, ignorando que constrói a sua narrativa a partir dos arquétipos do seu inconsciente. Em sua dualidade, tendo que viver, expressar e enfrentar o agradável e o desagradável, o ser humano incorpora no MITO a sua própria natureza dual: o bem e o mal. Portanto, o MITO nasce do próprio homem como resultado das imagens arquetípicas que foram plantadas no seu inconsciente, desde experiências muito remotas.

Tipos de Mitos:

    * Cosmogonias: mitos de origem

    * Mitos de origem e destruição, incluindo os messiânicos e milenários

    * Soteriológicos: de salvadores e heróis

    * Mitos de tempo e eternidade

    * Mitos de renascimento e renovação, incluindo os de memória e esquecimento

    * Mitos de providência e destino

    * Mitos de seres superiores e seus descendentes

    * Mitos de transformação, inclusive os ritos de passagem

PSIQUE: do grego PSICHÉ. Significa alma, espírito, mente e na Mitologia Grega; o mito de PSICHÉ era a personificação da ALMA.

PSIQUISMO: na Psicanálise significa o conjunto dos fenômenos ou dos processos mentais conscientes ou inconscientes de um indivíduo ou de um grupo de indivíduos.  Psiquismo é também uma Doutrina filosófica que admite a existência de um fluido universal que anima todos os seres vivos.

PULSÃO: na Psicanálise representa a tendência permanente, e em geral inconsciente, que dirige e incita a atividade do indivíduo. Por exemplo, o medo (de morrer, de sofrer, de perder), a libido (aquela vontade de fazer sexo), o instinto reprodutor (a vontade de ter filhos), o instinto de sobrevivência (até matar para sobreviver)… A PULSÃO está alinhada às imagens arquetípicas depositadas no inconsciente. Mesmo o indivíduo que estuda o inconsciente, as pulsões e a mente, reconhece que nenhum ser humano tem controle total ou conhecimento total sobre o assunto. A menos que se ilumine.

Como a Pulsão de um indivíduo é uma tendência permanente e em geral inconsciente, o axioma “conhece-te a ti mesmo”, passou a ser o trilho condutor do autoconhecimento. Quando a Pulsão eclode – as nossas profundezas inacessíveis pulsam – teremos aí um impulso qualquer. Se formos evoluídos, seguramos o impulso e nos concentramos numa análise prévia, antes de empreender qualquer ação. E ainda, se formos evoluídos, mediante a análise feita podemos liberar o impulso e aproveitá-lo totalmente para empreender a ação mais competente.

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