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Os números da sua fortuna

Se o nosso topete é alto para cultivar hábitos de rico com um salário de pobre, a Lei de Causa e Efeito pode só pode preparar uma rasteira. Isto é uma coisa óbvia.

Um amigo precisava de ajuda. Ele mal tinha um salário para sustentar um carro; fez uma dívida por causa do carrinho. Alugou uma casa e ainda pagava uma faxineira. Num acidente, o carro teve perda total, ele ficou com dívida e desempregado. Nada terrível. A linguagem dos sinais enviava uma mensagem: você não tem o direito de ficar devendo, ter um carro e muito menos uma faxineira. Foi o que ele ouviu de nós: – “Trabalhe para pagar a dívida, lave a sua roupa, cozinhe a sua alimentação e arrume a sua casa, pois você não tem status para regalias”. Ele ouviu a nossa orientação – por certo, dolorosa – mas, seguiu-a ponto por ponto. Quando conseguiu pagar a dívida, veio a segunda parte da orientação – “Agora continue economizando e guardando seu dinheiro, ou seja, ainda não é hora de regalias. Pratique o Cultivo Superior e assimile os ensinamentos do PADRÃO HUMI”. Esta é uma pessoa que pode ficar rica, porque a riqueza não é uma condição externa de esbanjamento de fundos inexistentes. Quantas pessoas conseguem seguir uma orientação de alfabetização financeira espiritualmente? Isto significa: restringir aqui para conquistar ali. Quais são os números da fortuna?

A nossa contabilidade pessoal. Colocar diante dos olhos todos os dias as colunas de débito e crédito: este é o segredo e estes são os números da fortuna, se entendermos que a vida nos dá um poço para cavar. Alguns recebem poços com pedras e outros com água doce e boa. Outros, literalmente, “tiram leite de pedra”. Se você ganhar mil reais, por que haveria de gastar mil e duzentos e ir se afundando numa dívida cada vez maior? Algumas dívidas são totalmente aceitas, outras podem ser um “pecado”: uma doença chamada egoísmo, gula e até apropriação indébita. Afinal, lançar mão de um cartão de crédito ou cheque especial, sem nenhuma provisão financeira – espiritualmente – é roubo.

Se o nosso topete é alto para cultivar hábitos de rico com um salário de pobre, a Lei de Causa e Efeito pode só pode preparar uma rasteira. Isto é uma coisa óbvia.

Entretanto, conhecemos pessoas dos doze aos sessenta anos com a mesma idade mental em termos financeiros: para elas, isto não é nada óbvio… Como crianças, elas não anotam e nem olham os gastos. Pensam que cartão de crédito e cheque especial não exigem fundos suficientes para honrar nome e dívida. Como crianças, elas esperam por um milagre na “loteria”. Elas se atrapalham por causa de orgulho, vaidade e cegueira – egoísmo – ou seja, ter em vez de ser, com a gula voraz de receber mesmo sem ter condições de pagar.

Jamais se deve confundir economia com mesquinharia. E quando se diz – restringir aqui para conseguir ali – representa dominar a compulsão do gasto em regalias impróprias para quem não pode arcar com elas. E isto se faz – primeiro – liquidando todas as dívidas, restringindo todas as regalias, em tempos de vacas magras ou gordas e, diariamente, manter o foco em duas colunas: débito e crédito. Até que a onça da miséria esteja dominada a fera da pobreza espiritual pode atacar. O que é pobreza espiritual? É a pessoa gastar o que não tem, evitar a focalização dos números para seu controle, ficar devendo e depois rezar para que Deus resolva. Transferir a nossa responsabilidade para as mãos de pessoas que também não aprenderam a dominar sua onça, é uma falha que cometemos, para que todos nós possamos aprender uma lição preciosa. Feliz de quem aprende.

Você procurava encontrar aqui uma solução mágica em Numerologia? Então, o que você pode nos dizer dos seguintes números – seus próximos cinco, dez, vinte ou quarenta anos? Você sabe exatamente o número de dias que lhe restam? Como pretende viver estes números? Sem disciplina dos seus números? Nós não somos apenas o que respiramos, bebemos, comemos, lemos, aprendemos ou discursamos. As nossas contas revelam o nosso caráter e até mesmo a inconsistência do nosso discurso sobre ética e honestidade. Ouvimos recentemente que a inadimplência em nosso País já não é uma questão de caráter, mas de crise econômica. Entendemos que é uma crise espiritual: falta de consciência é o que nos afeta em muitos sentidos e nos faz perder oportunidades valiosas.

Construir consciência começa por princípios básicos de sobrevivência e o resgate da dignidade humana está na ação solidária… Aquela que ensina desde o berço a não esbanjar coisa alguma no planeta. A água e o papel higiênico do hotel, do shopping ou do nosso lar pertencem ao planeta para bom uso e administração. Nós somos apenas hóspedes da Natureza; quando administramos mal os seus recursos, ela nos cobra um pesado tributo.

Por isso é que os números da nossa fortuna se refletem na maneira como lidamos com as nossas contas. Estas, por sua vez, podem refletir se aprendemos a lidar com a matéria. Quem já aprendeu a lidar com a matéria, a própria natureza material libera a pessoa para o aprendizado espiritual. Nem sempre este aprendizado caminha junto. Uns aprendem a lição espiritual sem aprender a lição material, porém, os seus caminhos são travados em questões financeiras, afetivas ou de saúde. Outros aprendem a lição material, mas não aprendem a lição espiritual. Estes podem ajudar um planeta que agoniza, mas nem sempre o fazem – justamente pela falta do escopo espiritual.

Então, apenas um reduzido número de humanos aprendeu a dupla lição. Estas pessoas sabem que aprender uma lição sem dominar a outra, de fato não representa uma fortuna real. Praticar a disciplina contábil pelo prisma espiritual é diferente de tudo o que você já ouviu falar em termos de Economia… Não se trata apenas de você e suas contas, mas da expansão da consciência que abarca a Economia Planetária: respeito a todo e a qualquer tipo de recurso que podemos extrair da Mãe Terra.

Você tem um sapato com pele de crocodilo? Você paga uma quantia por débito no cartão de crédito. Você deve o sapato à operadora do cartão, empenhou seu caráter na loja e a Entealidade* anota: você está em dívida com o reino dos crocodilos. Portanto, mesmo que paguemos nossas contas, a Lei de Causa e Efeito tem outra contabilidade. Podemos ter 365 pares de sapatos… Este número representa algum tipo de fortuna espiritual em termos de consciência?

Rico espiritualmente economiza; pobre espiritualmente esbanja o que tem e o que não tem. Rico espiritualmente compartilha o que é seu. Pobre espiritualmente nunca tem o que compartilhar com ninguém, porque a insuficiência e a gula voraz são os seus focos. Comece os números da sua fortuna economizando moedas, de olho nas contas e evitando gastos. Uma moeda é um detalhe. Um detalhe afeta todo o resto.

*Para compreender a Entealidade, M. Nilsa Alarcon e J. C. Alarcon disponibilizam obras elucidativas em seu site www.humi.com.br – com o funcionamento da Teurgia e os canais da prosperidade holística, através da série “O PADRÃO HUMI”, a sabedoria dos Mestres Imateriais.

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