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Pagar pela espiritualidade?

Portanto, se você for até o altar para levar a sua oferta, e aí se lembrar de que o seu irmão tem alguma coisa contra você, deixe a oferta diante do altar, e vá primeiro fazer as pazes com seu irmão; depois, volte para apresentar a oferta. 25Se alguém fez alguma acusação contra você, procure logo entrar em acordo com ele, enquanto estão a caminho do tribunal; senão o acusador entregará você ao juiz; o juiz o entregará ao guarda, e você irá para a prisão. 26Eu garanto: daí você não sairá, enquanto não pagar até o último centavo. [Mateus, Capítulo 5 – Lao-Humi.].

Na alfabetização financeira espiritual, o primeiro aprendizado é nunca ir além das possibilidades.

Dever e não pagar: – o credor terá alguma coisa contra quem lhe deve e não paga. Mas, vive apresentando a sua oferta no altar.

Então, o credor dirá: – Olhe só. Agora parece que virou gente, mas não me paga. Ele é uma contrapropaganda.

E da mesma forma, as Consistências Benignas do Criador dirão de outros: – Olhe só. Não tem como pagar o fausto e se endivida por causa de uma realeza, que é pura ilusão da aparência. E tem dez justificativas para cada erro.

Uma pessoa pode pagar dízimas, primícias, colaborações, gorjetas, ofertas e fazer doações, desde que mantenha sua dignidade. Para um devedor constitui falha pagar o dízimo, porque o que Jesus disse é válido para o credor: primeiro, pague as suas dívidas e depois o templo.

Suponha que você esteja devendo. Suponha que estivesse no tempo de Jesus. Você não estaria no templo. Estaria com as mãos cortadas, como punição pela sua dívida. Dívida é coisa grave. A pessoa precisa ter caução para poder dever.

Assim é todo pagamento de natureza espiritual, teúrgica ou evangélica. Se a pessoa não tem condição financeira, o esplendor divino descerá da mesma forma, ainda que não pague, porque o Justo sabe ver a pobreza da carne e a submissão do ego perante Deus, com ou sem dinheiro. Então, o seu centavo vale mais do que o milhão de quem submete seu ego a um templo ou iniciação, mas não o submete a Deus.

Quem fizer dívidas para pagar eventos de natureza espiritual, carregará o pecado de acorrentar a alma de quem receber o dinheiro. Estas pessoas não progredirão. Este templo ou fechará suas portas, ou nunca progredirá.

Dinheiro destinado à espiritualidade é somente para quem já superou a lição da alfabetização financeira e está acobertado pelas linhas gerais da Natureza, devidamente liberado pelo espírito de Deus em si mesmo, e abençoado pelos guardiães dos recursos.

Deus é o Guia Soberano da opulência; mas, enquanto a pessoa não se sentir filho de Deus na sua realidade interna, a riqueza espiritual não se transformará em riqueza material, psíquica, afetiva e social.

A conversão pela emoção pode aceitar esta falha, mas a razão pura, limpa e perfeita de Deus, resulta em juízo desfavorável.

Se tivermos anseios espirituais e o dinheiro não for um empecilho, tudo bem; usemos o discernimento: estaremos liberados e abençoados.

Temos a presunção de ajudar aos outros, fazer doações, pagar dízimos, ofertas e primícias, custear iniciações espirituais e viagens caras para este fim, à custa de credores? A questão é: honramos estes credores com o pagamento? Não? Então, é melhor nunca fazer este tipo de dívida. Não se julgue. Não julgue ninguém. Há um juiz que se encarrega disto, e ele não é um ser humano com o seu discurso de cobrança. Evite cobradores de dinheiro em nome de Deus. Deus não cobra dinheiro. Deus cobra outro tipo de operação: transmutação do ego mortal para ascensão do espírito imortal.

Por outro lado, há quem seja inocente ou ingênuo, massa de manobra, espoliados sem instrução, gente que carrega no coração o medo e também o orgulho de pobre, que não pode vacilar e demonstrar a fraqueza na fé. E dirão: “Você não tem dinheiro porque a sua fé em Deus ainda é pequena; provará a sua fé quando tiver dinheiro” – esta é a sugestão subliminar por trás do sermão.

Deus, no caso do pobre espoliado, tem o Seu santo nome usado criminosamente.

Não é a questão de ter fé neste ou naquele. É, em suma, ter fé em si mesmo, no próprio espírito, que é filho de Deus. Quem cultiva com profundidade o sentimento de filho de Deus, pode dizer que tem fé.

Não tenha fé somente se pagar. A sua fé deve estar acima do dinheiro, quer lhe falte, quer seja abundante.

Também não duvide do poder de um gesto correto, que destina dinheiro ao crescente espiritual, diante de um Círculo de Proteção, que respeita o seu Canal Circulante de Bens; e que respeita a sua condição financeira.

Se você não se resolveu ainda no plano econômico, tenha uma atitude tranqüila diante dos apelos espirituais que envolvem dinheiro: eles são destinados aos resolvidos. Isto quer dizer: não se castigue; não se julgue e não julgue ninguém. Quer dizer também: não faça o que você não pode e fique com a consciência tranqüila.

Logo, nunca deveria se tratar da fé como crença cega. Deve se tratar sempre de “fides”, ou seja, fidelidade do ego mortal ao eu imortal, do filho de Deus para com o Pai.

Viver pelo ego mortal – dizima-se no sentido de desfalcar, dissipar e diminuir o que já não é suficiente nem para o próprio sustento. Quem vive como filho de Deus sabe que só pode destinar a décima parte do rendimento, descontado o valor referente ao conjunto de suas necessidades. Portanto, é grande erro dizimar de um valor bruto, e ainda insuficiente para honrar os compromissos mais primários. Deus! Que falta de consciência!

Assim, se você não tiver o suficiente para se alimentar ou pagar o aluguel, não enrede mais a sua alma e com ela não leve mais ninguém.

O seu orientador, mestre ou pastor pode sorrir com a sua oferta, elogiar pelo dízimo, mas ele também é inocente, se não souber da sua real situação. Se ele tiver plena consciência sobre a hora do acerto de contas, o sorriso desaparecerá e você será corretamente orientado, bem como o seu dinheiro devolvido. Isto é ter consciência. Ele se deparará com este ato, fruto de uma ignorância consentida por ambas as partes. E será Deus o Juiz Justo. Deus é justo, mas a consciência de espoliador fere a si mesma como um algoz.

Um dia, quando a sua consciência tiver alcançado o estado da compaixão divina, poderá descobrir que o seu dízimo ajudou às almas que recebiam auxílio do templo, mas não ajudou à alma do seu pastor. Neste momento, você se sentirá responsável por ter ajudado a acorrentá-lo, pois você pagou além do que poderia.

É por esta razão que orientamos a todos que participam do Círculo de Proteção HUMI, uma profunda atenção a estas linhas. Só participe se tiver condição e consciência.

Não há como construir condições dignas, se não construir uma consciência desperta… E livre de tantos medos… Nem há como se liberar da natureza de sofrimento, sem transmutar mesquinharia e egoísmo. Mas, isto não significa cometer erros em nome de Deus ou da espiritualidade.

Nós vamos lhe ajudar a construir condições dignas, para que possa participar, sem prejuízo espiritual e/ou material.

DEPOIMENTO

Boa noite! Acabei de ler o artigo “PAGAR PELA ESPIRITUALIDADE?” e agradeço a Deus por existir pessoas como vocês. Há cinco anos freqüento um  centro de Candomblé e não agüento mais me endividar para fazer trabalhos e não obter resultados esperados. Confesso que faço por medo e até hoje acreditava ser eu a errada de tudo, mas vejo que posso me libertar desse pesadelo, pagar minhas dividas e acreditar em DEUS acima de tudo. Obrigada pela benção e pela atenção! Ana Lucia

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