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Um País e Dois Estados - Paraíso e Inferno

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A Mitologia Grega projetou estes campos arquetípicos:
1. Olimpo — um Astral Superior, morada dos deuses.
2. Hades — um duplo Astral: de um lado, as Ilhas Bem-Aventuradas ou Campos Elíseos, símbolo do paraíso para os bons, justos e heroicos e, de outro lado, o Tártaro, símbolo do inferno intraterreno situado entre cinco rios:
1. Aqueronte: o rio das dores – sujo, lodoso, lamacento e borbulhante, levava os “mortos” na barca de Caronte.
2. Cocito: o rio das lágrimas dos que foram maus na Terra, o rio do grande gemido humano.
3. Estíge: o rio dos juramentos, promessas e compromissos atávicos... Se cumpridos, concedia o poder da invulnerabilidade e invisibilidade e, se em falta, era o rio das náuseas e tumultos selvagens.
4. Flegetonte: o rio de enxofre e fogo que cercava as tríplices muralhas do Tártaro.
5. Letes: o rio do esquecimento (não existe morte, existe esquecimento; o que está esquecido está “morto”, sem vida... Lembrar é viver, esquecer é “matar” ... Por isso, todos querem ser lembrados, jamais esquecidos.)
O Hades é antes um “estado de consciência” do que, propriamente dito, um “lugar”. Logo, refere-se ao mundo interior do ser humano e as projeções de sua mente.
A consciência se desloca após a morte para esse “estado” cultivado e projetado durante a vida terrena.
O principal atributo desse “estado de consciência” chamado Hades é a força da transformação absolutamente incontrolável e profunda, como as condições vividas em torno da morte, do nascimento, da doença, da violência, da miséria, da degeneração moral, física e financeira, ou seja, as condições dos padecimentos mais intensos.
Ocorre que esta é a mesma porta do Inconsciente que se bifurca para a transformação, transmutação, transfiguração, purificação, redenção, iluminação e ascensão. Então, surge o Mito através de Hades, o julgamento da alma.
Eram doze deuses no Olimpo, mas havia um misterioso décimo-terceiro deus que herdou o reino de Hades e este não ficava no Olimpo. Já é um arquétipo de exclusão.
A sua secreta conexão ligava o interior da Terra a todos os astrais, representando a porta de passagem da alma deste mundo para outros níveis de consciência, que entenderam por bem interpretar como inferno, purgatório, limbo e paraíso. A mais misteriosa e secreta ligação de Hades é a conexão com o planeta Plutão e as estrelas da constelação do Scorpius.
O mito do Senhor de Hades aponta para o Arcanjo Azrael da tradição hebraica e as suas hostes de Anjos, cada uma representada apenas com um dos nomes de Yaveh, resultando em sons vocálicos de grande poder transformador e purificador.
Havia na Grécia um portal na antiga cidade do Épiro. Lá foram reveladas as ruínas de nekromantein, um santuário oracular que, segundo a tradição, é uma das portas para o Hades onde as pessoas consultavam as almas dos mortos.
O Portão do Hades era guardado por Cérbero, um cão de três cabeças. O Julgamento nascia das Moiras, três símbolos do Destino: Átropos tecia o fio e a qualidade da vida, Laqueis dava o comprimento e Cloto apenas cortava este fio simbolizando a interrupção da vida na Terra.
Ao morrer, o tecido anímico era julgado por três juízes: Éaco, Minos e Radamento. Só então o Senhor de Hades entrava em cena para o veredicto final: — os Campos Elíseos ou o Tártaro, segundo o que tinha sentido, pensado, falado e feito na Terra.

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Última modificação: 25 junho 2015 05:00
atitude Superior transformadora Azrael Paraíso Inferno Senhor Hades Astral
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