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Construção

A Construção da Grande Pirâmide

El Argon contemplou a planície cor de esmeralda, tracejada de rios turquesas e maciços floridos. Sentia sob seus pés nus, qual um tapete, a relva esmeraldina. Apreciava a delicadeza da paisagem perfumada, e deveras, estava bem…
Indagava-se como era possível a bela pátria espiritual ser irreal. O lago oval, profundamente azul, sempre o impressionava, principalmente quando o templo de cristal emergia, tornando-se uma ilha transparente e azulada, de raríssima beleza e claridade. Mágico era, então, o arco-íris que servia de ponte entre o castelo monumental e a relva que El Argon pisava. Não havia noite em sua pátria provisória, mas também não havia um Sol… a luminosidade radiante vinha de todas as partes.
— Não é como a Terra — balbuciou ele — nem sombras, nem reflexos… É também muito diferente do meu Universo.
El Argon pensava, mas os seus pensamentos brincavam no ar e enchiam a paisagem. Não, não era uma paisagem estática. Tudo estava vivo e se movimentava, como se toda a paisagem estivesse repleta de faina incessante.
Seus olhos argutos viam todo esse movimento. Estava esperando o templo de cristal emergir. Era sua despedida da Pátria Espiritual, pois em breve tomaria o caminho da Terra. Sentia um frenesi ao pensar na transformação. Aquilo era mágico, terrível, impressionante, total! A melodia que agora enchia os espaços de sua consciência, anunciava que o fenômeno do lago estava principiando.
—Desejo fixar esta imagem; quem dera eu pudesse construir algo parecido. Não é impossível fazê-lo na Terra.
Em forma de obelisco, surgindo das águas serenas, primeiro se via a ponta de uma torre de cristal. Aquilo é pura luz — pensava ele — não há como imitar através do cristal, porque a luz é incomparável.
El Argon contemplou o espetáculo e sentiu a aproximação mansa de alguém. Sim, estava agora acompanhado.

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