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laodiceus

Cenários da Europa Medieval

Conta a História: — “A cristandade europeia do ano 1000 d.C. tinha como certo, que este seria o ano do fim do mundo, conforme entendiam a Bíblia e as profecias na época.
Como o fim do mundo não aconteceu, o povo liberou todos aqueles pecados que estavam reprimidos, e no lugar do medo, um auge de entusiasmo tomou conta de todos.
A Europa católica relaxou seus ferrões sobre Jerusalém e engalfinhou-se na luta de construir impérios, e assim, depois de tanto medo, veio a euforia.
O preço desse relaxamento europeu não se fez esperar. O islamismo já invadira (711d.C.) a Espanha. Acontece que já por volta do ano 1.000, havia na Espanha ocupada pelos árabes, na cidade de Córdoba, quase um milhão de habitantes.
Era a cidade que tinha a população maior da Europa — considerada a capital cultural do Ocidente. Córdoba possuía quilômetros de ruas calçadas e iluminadas.
Imagine milhares de lâmpadas, e isto, num tempo em que ainda demoraria mais de 600 anos para outras grandes e famosas cidades se iluminarem.
Córdoba possuía mais de 60 bibliotecas públicas naquele tempo. Eram milhões de volumes de livros atraindo gente de todos os cantos da Europa.
Algumas bibliotecas eram verdadeiras obras de arte e ao chegarmos diante do frontispício, podíamos ler: — “O mundo é sustentado por quatro colunas: a sabedoria dos sábios, a justiça dos fortes, a oração dos justos e o valor dos bravos”.
Pois bem, a Espanha havia sido invadida por árabes islâmicos, mouros e berberes, em 711 d.C. Chamaram-na de Al-Andaluz e foram estes árabes que haviam levado toda a sabedoria oriental para Córdoba e contribuído com tanto saber, todas aquelas bibliotecas.
Um século depois, a supremacia islâmica tornou aquele país, um dos mais ricos e avançados da Europa, e com a constante ameaça de retomada, porque os europeus viviam de sentinela, brigando para impedir o crescimento da supremacia árabe na Europa. Então, os árabes negociaram a liberdade de culto cristão, mediante pagamento de uma taxa.

Dessa forma, a Espanha Árabe tornou-se um dos países mais tolerantes do mundo, um mundo no qual dominava o fanatismo religioso. Somente na Espanha, muçulmanos, cristãos e judeus puderam conviver em paz por certo tempo.
A História não registra detalhadamente, mas antes das expedições dos Templários à Jerusalém, as Cruzadas já existiam e de uma Cruzada nasce a semente que germina a Ordem dos Templários.
No tempo das Cruzadas românticas, desorganizadas e heroicas, motivadas muito mais pela fé em Cristo, um homem chamado Godofredo Di Sabinni, era um francês de origem possivelmente siciliana, teve numerosos filhos e a todos fez guerreiros, dentre os quais nasceu o último, Pierre Di Sabinni, que herdou a saga do pai, uma impressionante força física e também fez numerosos filhos; aos 14 anos já era guerreiro, alto e forte como um touro, onde ninguém lhe adivinhava a idade tão pouca.
Pierre tinha oito irmãos mais velhos do que ele; juntos, lutaram nas Cruzadas, chegando a participar de duas Ordens quase que simultaneamente: a Ordem dos Templários e a Ordem dos Hospitalários, ou também chamada de Ordem de São João de Jerusalém.

Com preocupação, o papa Urbano II, em 1095, à frente da Igreja Cristã de então, exorta os príncipes alertando sobre o perigo do Islão assombrar a Europa, pois de fato, hordas islâmicas já assomavam de Bizâncio à Espanha. Ocorre que os príncipes estão muito ocupados, questionando picuinhas palacianas e o clã dos Capetos, entronizados desde o ano de 987, só tinha a idéia fixa de ampliar as fronteiras da França.
Findando o século 10 e mergulhando no século 11, os europeus fiéis à Cristo, tornaram-se peregrinos solitários e sem segurança no rumo de Jerusalém. E não eram poucos. Os muçulmanos, em nome do Islamismo, não poupavam a vida de tais peregrinos, fossem homens, mulheres, crianças ou velhos.
Os cristãos europeus também não poupavam a vida dos muçulmanos ao longo do tortuoso caminho que os separava do Santo Sepulcro em Jerusalém.
Urbano II, preocupado com as chacinas de fiéis cristãos, promove em 1095 um concílio e declara guerra ao Oriente.
Neste cenário, surge um homem chamado Pedro o Eremita ou Pedro o Mártir, aparentemente um terrestre fanático pelo cristianismo, um como outro qualquer, mas que na verdade era o mesmo mardukiano El Daiel-Shiel, que em Gizé se encarnara como Mez-Rá. Agora, alto e magro, barba assanhada, olhos profundos e tocados pelo ardor religioso, estava crédulo no seu papel de inconsciente e visionário. Voltando de Jerusalém, contava a todos na França, os horrores que o Islamismo impunha aos fiéis cristãos. Seu manto de burel cheio de pó das estradas e uma pequena mula, eram, junto com as suas ardorosas palavras de fé, os únicos tesouros que dispunha… mas as suas palavras incendiavam, conforme narra a História. Ele tinha uma imensa religiosidade e uma vocação nata para arrebatar através do discurso.
Urbano II transmitia para todas as cátedras um apelo ainda mais vibrante. Breve, uma onda de calor religioso começou a se agigantar novamente e tem início um recrutamento em massa. Pelo lado de Pedro o Eremita, milhares de camponeses, servos humildes, mulheres e até crianças, formam um exército sem recursos e sem experiência de guerra.
Pelo lado de Urbano II, os nobres, os barões e os príncipes arregimentam um bem preparado exército. Contudo, Pietro não espera pelos barões. Segue à frente com o seu exaltado exército, confiante na missão divina.
A partir de abril de 1096 viajam pela Europa Central, seguem por Constantinopla e, ao atravessarem o Bósforo, são dizimados pelos turcos.
Pietro Di Sabinni morre chacinado pelos turcos e pelo ardor religioso, levando milhares de pessoas à morte. No entanto, morre feliz, sentindo que houvera cumprido um dever sagrado, e refeito no Astral, sente atração sem demora em voltar ao cenário da luta, pois sem despertar, acredita fielmente que necessita continuar lutando.
Na França, os senhores, nobres vindos da Flandres, chefiados por Roberto, os Sicilianos-Normandos chefiados por Boemond de Taranto e Tancredo, um sobrinho seu, Raimundo de Saint Gilles, conde de Tolosa, colocam-se ao caminho, chefiados por Godofredo de Bouillon e seu irmão Balduíno.
Com a missão de retomar Jerusalém, estes homens, ao pedido de Urbano II, costuraram em seus mantos uma cruz de tecido vermelho, os Cruzados, símbolo de que deveriam renunciar à si mesmos para carregarem a cruz de Cristo, visando restaurar a cristandade ferida e contida pelo Islamismo.
Antes de chegarem à Terra Santa, cruzando a Ásia Menor, deparam-se com Antióquia. Cercam-na, atacam-na e Antióquia cai subjugada ao exército daqueles Cruzados, e finalmente, chegam à Jerusalém. Algo acontece.

O motivo ambicioso dos barões, a conquista de novos territórios, é substituído pelo impacto religioso da Terra Santa, registra a História e ali, eles se ajoelham, erguem os braços para o céu, clamam pelo Senhor e cantam hinos vitoriosos.
E em seguida, no dia 15 de julho de 1099, depois de um embate violento, eles retomam Jerusalém. Os Sarracenos são chacinados impiedosamente pelos Cruzados e finalmente, estão diante do Santo Sepulcro.
Ali em Jerusalém se funda um pequeno reino cristão, e no dia 22 de julho, os Cruzados elegem Godofredo de Bouillon como rei do pequeno território.
Ele recusa a coroa, dizendo que era apenas um humilde advogado do Santo Sepulcro, mas reina até o dia 18 de junho de 1100, quando então, Balduíno o seu irmão, aceita a coroa de bom grado e sem hesitar, pois nesse dia morre Godofredo de Bouillon.
A História registra também, que dois homens corajosos e sinceramente devotados à santa causa, estavam presentes entre os Cruzados de 1096: Hugo de Paganis (Hugues de Payen) da casa dos condes de Champanha, na França, e um outro de origem flamenga, chamado Godofredo de Saint Omer (Godefridus de Sancto Audemardo), presente em – 1118, época do reino de Balduíno II (era primo de Balduíno I e foi o seu sucessor).
Decidiram que iriam se consagrar a Deus, com votos de castidade, pobreza, obediência eterna, escolhendo as mesmas regras dos monges de Santo Agostinho, que inclusive, abdicavam das vontades humanas.
Foi assim que nasceu dentro das Cruzadas a primeira semente dos Cavaleiros Templários, porque estes dois homens queriam se colocar ao serviço dos fiéis católicos, defendê-los e protegê-los.
Ocorre que o peregrino, para chegar ao Santo Sepulcro em Jerusalém, tem de atravessar o desfiladeiro de Athlit, uma verdadeira armadilha.
Os dois cavaleiros escolhem Athlit para vigiar o Santo Sepulcro, os inimigos e escoltar os peregrinos, dando-lhes guarida e proteção.
Ambos se tornam famosos no Oriente e no Ocidente e sete novos companheiros se oferecem para ajudá-los: Arquibaldo de Saint Agnan, Payen de Montdésir, André de Montbard, Godofredo Bisol, Godofredo, Roral, e Gondemare, conforme documenta a História. Todos são terráqueos de origem mardukiana, bravos guerreiros, e ardia em seus corações a chama da compaixão. Por algum tempo viveram na mais extrema pobreza, e depois da caridade alheia, sendo chamados de “Pobres Cavaleiros de Cristo e do -Templo de Salomão” (Pauperes Commilitiones Christi Templique Salomonici conforme o documentário de Éditions Ferni ‑ Genève).
No fundo, consideravam-se Guardiães do Santo Sepulcro. Em poucos anos, mais precisamente dois anos, conquistaram por sua bravura, tantas simpatias e benevolências, que se tornaram lendas vivas, atraindo bênçãos de todos os lados, fosse pela sua vocação religiosa e pura, fosse pela bravura e inteligência militar.  Por nove anos seguidos são imbatíveis e jamais demonstram qualquer ato de covardia diante dos perigos imensos que enfrentavam diante dos muçulmanos; duelavam sempre e o poder da fé, fazia com que eles tivessem a força de lutar e vencer adversários, quase sempre em número superior aos nove templários.
Sofriam perseguições e emboscadas dos muçulmanos e viveram aventuras épicas em nome de Cristo; contudo, nenhuma recompensa ou auxílio vindo do rei de Jerusalém, muito menos do papa ou do rei da França.
Os cristãos entendem que tamanha bravura não pode continuar sem reforços e sem auxílios. Foi assim, pelo gesto espontâneo de muitos cristãos, que as doações e os reforços começaram a chegar para aqueles nove homens, antes das doações vivendo tão pobremente, que havia apenas um animal de montaria para cada – dois templários. De graça defendiam a vida do rei de Jerusalém, pois guarneciam Athlit, a entrada para a Cidade Santa e nada pediam em troca.
O rei de Jerusalém, percebendo que os cristãos começavam a cumular os templários de doações, apressa-se a mostrar-se benevolente também, querendo legalizar a ordem perante o papa, o único que poderia estabelecer um estatuto e tornar o grupo, uma ordem religiosa e militar. Os anos se passam.
Hugo viaja então para Roma com seis companheiros. Corria o ano de 1127 quando o grupo chega à cidade do papa. Ali, souberam o quanto eram famosos e reconhecidos. Honório II é favorável ao pedido de legalização da ordem e nomeia um homem de grande valor, na época, um santo erudito, chamado Bernardo de Clairvaux, que entra na História como o pai espiritual da Ordem dos Templários, o seu mais eloquente defensor, pois de pronto se rendeu ao carisma daqueles homens bravos e religiosos.
Em 13 de janeiro de 1128, num dia de Santo Hilário, em Troyes, forma-se uma assembleia com treze bispos e arcebispos, nove destacados abades e cerca de dezoito nobres senhores, gerando um concílio presidido pelo bispo de Albane, chamado cardeal Mateus, onde Bernardo comparece no papel de defensor dos monges-militares da Ordem dos Templários.
Nesse dia, nasce a Regra Latina, o estatuto da Ordem e a partir de então, a instituição dá um salto relâmpago para um enriquecimento superior ao lastro do próprio rei da França, porque principia a se expandir, tanto em bens, quanto em recrutamento de cavaleiros, na França, na Espanha, na Itália, em Portugal, na Inglaterra e no Oriente.
Assim, a semente da Ordem foi lançada em 1118 e reconhecida nove anos depois, não só pela sua fama de valorosa e útil, mas inclusive, pela riqueza que amealhara.
O minucioso estatuto abordava até mesmo a cor de suas vestes, conforme os graus hierárquicos; os cavaleiros monges-militares usariam a cor branca em seus mantos. Agora já não eram pobres; já não necessitavam de empoleirar-se dois a dois numa única montaria, porque formavam um rico exército de branco, totalmente equipado e isto, em todos os sentidos.
Os cavaleiros se multiplicavam numa escala impressionante. Hugo visitava os principais da época para pedir doações e sempre recebia dez vezes mais do que aquilo que pedia.

 

Logo, os Cavaleiros Templários são de uma utilidade muito grande, principalmente para conter a marcha dos mouros (sarracenos e islâmicos) através da Península Ibérica, ora donos de um pedaço da Espanha.
Bravura e ousadia intrépidas, motivadas sempre pela fé, faziam-nos sair vitoriosos das escaramuças, enquanto crescia, de um lado, a fama, e de outro lado, seus tesouros e propriedades”.
Nas fileiras da Ordem dos Templários estavam os irmãos Di Sabinni, ora descontentes com os rumos materialistas que a Ordem estava tomando e pedem transferência para a Ordem dos Hospitalários, que se chamava Ordem dos Cavaleiros de São João de Jerusalém. O pedido de transferência é visto com muita desconfiança e desagrado, mas os irmãos costuram um argumento muito bem fundamentado, e mesmo sendo objetos de críticas, conseguem a transferência.
No entanto, na Ordem dos Hospitalários também estava tramitando um processo para tornar-se ordem militar além de religiosa, pois era muito pobre e não recebia tantas doações como a Ordem dos Templários. Nesse clima, os irmãos Di Sabinni são recebidos pelos Hospitalários, que tenta convencê-los da necessidade dos bens materiais.
Desgostosos com ambas as ordens, eles decidem dar um passo importante: desertar do serviço das cruzadas, não participar de ordem alguma, romper o celibato, casar e voltar a ser homens normais.  No entanto, eram guerreiros de destacado valor físico, elevada estatura e, pois, eram famosos pela força descomunal e quase sobrenatural. Por muito menos riqueza, estes mesmos irmãos já haviam se desentendido e abandonado a ordem em 1096, quando ela era apenas um ajuntamento de homens e só de verem a semente da cobiça, debandaram, mas foram trazidos de volta pela força.
Por causa disto e mesmo não querendo, os irmãos Di Sabinni sempre ocupavam postos mais destacados, sendo difícil passarem desapercebidos, não só pela elevada altura, mas pela destreza e por serem campeões de luta.
Haviam herdado do pai, Godofredo, o gosto pela luta, pelo combate, pela defesa dos seus ideais e do idolatrado tio, Pietro, aquela fé ardorosa que não conhece limites.
Era mais fácil lutar contra os sabres sarracenos do que desertar de uma ordem religiosa e militar naquele tempo.

El Argon encarna-se na França duas vezes, simultaneamente e em ambas encarnações, ele tem o mesmo nome e sobrenome, Pierre De Sabinni, nascendo na cidade de Champagne, e em ambas as vezes, sempre dez anos depois do seu nascimento, encarna-se a sua chama-gêmea Shaedai, como Paloma, e igualmente nas duas vezes, como filha de mouros e espanhóis, na cidade de Valência, mas fatidicamente em ambas as encarnações, Paloma sai de Valência para ir viver em Córdoba. E mais estranhamente, nas duas vezes, o casal se encontra em Córdoba e vão viver na Sardenha, como um estranho sonho repetido.
Dentre os oito irmãos de Pierre — Mathieu, Solón, Al-bert, Bernard, Alain, Michel, Maurice e François, a maioria atraiçoa-o na segunda encarnação pela posse da chefia do clã, delatando-o à Santa Inquisição e plantando em Paloma uma profunda aversão pela igreja, fazendo-os compensarem mais uma prestação do carma do Oriente. O grupo mardukiano também encarna-se duas vezes, excepcionalmente, e quase simultaneamente nos mesmos cenários — portanto, alguns tiveram um espaço de trezentos anos, mas outros, não tiveram mais do que três anos de intervalo.

É dito pelos que canalizam mensagens sobre a fisiologia da alma e da reencarnação, que de zero até trezentos anos, não houve tempo para repouso da alma, forçando-a a reencarnar-se com uma personalidade até bem semelhante à anterior, inclusive na forma física, quando reencarna dentro da própria genealogia e com o mesmo sexo.
Como ainda não dera tempo para dissolver as memórias do Inconsciente, dizem, a pessoa retorna com seus pendores ainda mais acentuados — sendo assim, simpatias e antipatias, amores e ódios, os ideais e as causas do fim do século 10 e início do século 11 estavam vivos nestas almas, quando retornaram no século 13. Um exemplo de encarnação simultânea está na personagem de Pietro, pois quando ele volta a se encarnar, imensamente atraído pelo ardor de sua fé e convicção de luta, laços outros do seu passado remetem sua Alma para a Áustria. Contudo, o apelo inconsciente de sua Alma não está na Áustria, e sim, na França. Nasce de nobreza austríaca, e recebe o nome de Siegfried Habsburgo, primo direto do imperador da Áustria. Siegfried dava sempre a impressão de ser um jovem frio, solitário, distante, fechado e melancólico. Sentia-se atraído pela igreja, não porque pensasse em fazer votos, mas porque queria descobrir mistérios do espírito e pensava não se casar, mas devotar-se aos estudos religiosos.
Contudo, na época de sua segunda vinda, o império dos Habsburgos crescia graças aos casamentos de conveniência, e Siegfried já estava reservado, como negócio do império.
Como agia o Sacro-Império? Muito simples: não fazia guerras, fazia casamentos! Se a expansão pretendia absorver Milão na Itália, negociava-se com os feudos da principal família, no caso, a casa dos Condes de Milano de Maria Sforza, casando um Sforza com um Habsburgo. Siegfried já estava, portanto, reservado para negociar algum feudo de interesse do Sacro-Império, pois na Europa o sangue imperial germânico era altamente valorizado. Com esse procedimento, um dia, o brasão dos Habsburgo conseguiria unir para seu domínio a Alsácia, a Borgonha, o Franco Condado (França atual), parte da Itália (Sardenha, Nápoles, Sicília e o Ducado de Milano), Espanha, colônias americanas, Hungria, Boêmia, além da própria Áustria e dos Estados Alemães…  Personagens como Pietro, Pierre e Paloma vão evidenciar o aspecto de viver o drama de duas encarnações sucessivas, sem tempo de dissolver os conteúdos da encarnação no século dez com as memórias do século onze.
É importante compreender que neste retorno ao século 13, o grupo mardukiano encontra um Sacro Império Romano-Germânico progredindo.
Siegfried, por exemplo, detestava caçadas, odiava guerras e achava ótima a tradição de sua família fazer casamentos e alianças no lugar de guerras, embora detestasse também a idéia de se casar. Era loiro, alto, magro, olhos cor de cinza azulado, e vivia em Viena. Muito parecido com o pobre e esfarrapado Pietro De Sabinni da encarnação anterior, mas por causa da educação e da nobreza, que diferença!
A educação de Siegfried incluía política e diplomacia internacional, idiomas diversos, artes marciais, caçadas, direito, oratória (na época, tinha um valor incalculável o bom orador) e naturalmente, música. Ora, Siegfried era poliglota, tinha uma educação esmerada, e aos 18 anos já era considerado uma revelação em oratória e possivelmente seria, para o Império, um ótimo investimento, pois o jovem se transformava literalmente num vulcão quando ocupava um púlpito ou uma tribuna, ou quando nos salões imperiais, todas as atenções estavam voltadas para ele.
A família imperial húngara negociava o casamento de uma de suas filhas com o sangue Habsburgo, fechava acordos e já estava definido que Siegfried se casaria com uma moça da nobreza húngara. A História mostra: “…

O primeiro imperador Habsburgo do Sacro-Império Romano-Germânico (1273) foi Rodolfo I, dono da Alsácia e de Hohemberg, porque casou-se com Anne, filha do Conde de Hohemberg, de onde lhe adveio esse território.
“Em 1278, Rodolfo vence Ottokar II e se faz rei da Boêmia, e assim se torna dono dos ducados da Áustria e Estíria. É dessa forma que a Áustria começa a fazer parte da coleção dos Habsburgos, agora duques de Áustria. A Hungria não estava fora de cogitações.  Em 1308 teve início na Hungria a dinastia d’Anjou, através de Carlos Roberto d’Anjou, um neto de Carlos II, o rei de Nápoles.
Esse neto foi coroado em 1310 com o nome de Carlos I e dele, vem um filho, Luís I, o Grande, (1342-1382). Com ele termina a dinastia d’Anjou e entra em cena o rei Sigismundo de Luxemburgo, como rei da Hungria e da Boêmia e imperador do Sacro Império Romano-Germânico, logo austríaco, tio de Siegfried. A mãe de Siegfried é irmã de Sigismundo. O pai é primo de primeiro grau da própria esposa. Tudo em família.
Como se sabe na História, não é o rei Sigismundo o monarca que consegue realizar o sonho de manter a Hungria vencida e entregue e isto só vem a acontecer muito mais tarde e com outras personagens”.
Por quê? Por causa de Siegfried. Ele e Zala, a moça da nobreza húngara que estava destinada ao casamento, conhecem-se e Zala se apaixona perdidamente por Siegfried, que não a ama. Ele pensa seriamente em escapar do domínio do seu tio, em como não realizar o casamento; mas se o tio conseguisse ver em Siegfried a personalidade de Pietro Di Sabinni, aquele Pedro o Eremita, talvez compreendesse o sobrinho.
Mas qual! A moça Zala suspira de paixão. É bela e de cabelos escuros e fartos, porém de pele alva e olhos cor de mel. Era uma moça muito sensual e dançava divinamente os bailados típicos húngaros, que na época eram semelhantes aos bailados ciganos.
Contudo, isto não parece quebrar a frieza de Siegfried, pois um desejo de viajar o inquieta e perturba. Enquanto Zala dança, Siegfried tem a imaginação povoada de mares e navios. Quando se aproxima a data do casamento, Siegfried decide abandonar Viena e conversa com seus pais.  O choque é inevitável. Os pais traem-no e contam o segredo para Sigismundo, que trancafia o rapaz.
Zala, que já vivia na corte assimilando os modos e costumes dos Habsburgos, inclusive aprimorando sua crença cristã, cai numa profunda tristeza.

O mundo desabara aos seus pés. Mesmo assim, é moça esperta e corajosa.  Consegue vencer as barreiras da prisão do noivo, pois convencera Sigismundo que demoveria o noivo e com isto, obtém licença de visitá-lo.
No encontro, Zala confessa que o ama e que se sente profundamente traída e magoada; confessa que se sente dividida, pois sente ímpetos de punir o noivo e ao mesmo tempo, de libertá-lo para a fuga.
Embora afirme categoricamente que irá morrer de paixão e celibato, Siegfried lhe diz que ela é jovem, bonita e sensual, e com isto, era mais do que óbvio que ela voltaria a se divertir muito.  Zala lhe diz que Siegfried era sua última esperança, mas o noivo não compreende essas palavras. Mesmo assim, sentiu um espinho cravar-se profundamente em sua alma. Zala ajuda Siegfried a fugir e cai doente.
Sigismundo se dá por satisfeito em mandar a doente de volta à família, crendo que já é punição suficiente. Siegfried parte para rumos ignorados e não é desta vez que a Hungria é vencida por um casamento.
Zala recupera seu corpo, mas não recupera sua alma e tem um destino infeliz, buscando reencontrar Siegfried. Este viaja por toda a Europa e ao visitar os locais onde vivera como Pedro, o Eremita, passa por uma grande febre e tem muitas alucinações.
Por pouco, o seu reservatório inconsciente não o leva à loucura. Deste modo, portando trajes nobres, é encontrado inconsciente, por piratas num litoral mediterrâneo, dentre os quais estão os Di Sabinni.
Passa por um período de amnésia; não se recorda do próprio nome e ignora que isto simbolizava uma “cura” do plano espiritual, pois a Entidade estivera em vias de processar trechos de sua memória contínua indevidamente. Foi arrastado até ali pela força de sua própria história cármica. Aos poucos adapta-se à vida nômade e aventureira dos Di Sabinni e sente-se em casa. Do delírio, traz apenas a lembrança de um nome e diz a todos que deve se chamar Pietro Di Sabinni. Os membros descendentes do clã acham a sua história estranha e dão-no por louco ou visionário, embora sintam muita afinidade com o “estranho”.
Ocorre que no clã, ele não era a única pessoa a ter uma estória estranha. Os próprios Pierre e Paloma também afirmavam que eles eram os mesmos Pierre e Paloma do século 10/11. Graças a isto, Siegfried foi encaminhado para a ilha da Sardenha, onde se desenrolava o drama de perseguições ao clã e tendo lá recebido orações fortes, recupera a sua personalidade de Siegfried; não esquece, porém, os fragmentos de memórias da encarnação precedente.

Agora, é novamente Siegfried e a memória está viva. Recorda Zala e entende que deveria ter se casado e proporcionado a Hungria ao Sacro Império Romano-Germânico.
Já não pode ser um cristão no sentido amplo da palavra na época, pois ele próprio sabe que já vivera antes e convive com pessoas na ilha, que lhe falam que isto é possível.
Por esses motivos, desperta-se nele uma sede incontida de saber, de entender a vida. Abandona a ilha e os Di Sabinni e viaja para o Oriente em companhia dos Hospitalários.
Segue para Jerusalém e se dedica ao estudo da língua e da pesquisa teológica. Um dia, ao retornar para a Europa, procura por seus familiares. Os seus pais estão mortos, mas é recebido pelos irmãos.
Procura saber sobre Zala e informa-se sobre a política. Indagado como sobrevivera, Siegfried responde:
— Como professor nas horas vagas e como estudante nas horas cheias.
Soubera que Zala vivera de aventuras e tentara o suicídio por culpa dele. Encontra-a no leito, à morte. Sente ternura e culpa.
No leito de agonia, diz à Zala que a morte não existe, e que ele próprio tivera provas disto; logo, promete à Zala que, um dia, ainda cuidaria dela.
Depois desta breve passagem, reivindica sua herança e não abre mão de suas posses. Com uma pequena fortuna, volta para a França e de lá segue para Córsega e Sardenha, onde avista-se novamente com membros Di Sabinni. Um dia, tem um misterioso encontro com uma personagem enigmática, e com ela se aconselha e faz perguntas. Os árabes haviam introduzido na Europa a estranha e lendária figura do homem-mago, espécie de mestre, médico, sábio e, muitas vezes, vidente, que usando poções mágicas, dizeres e procedimentos estranhos, realizavam curas sem utilizar o processo de sangria, responsável por tantas mortes e que só foi abandonado em 1925. E nisto havia charlatães. Para o conceito cristão, eram apenas bruxos, hereges, filhos do diabo. Para Siegfried, o encontro com o mago foi decisivo. Pensa usar a sua fortuna, influência e poder para desviar a rota do destino dos Di Sabinni, perseguidos por todas as partes, principalmente na Sardenha e em qualquer parte do mar Mediterrâneo, mas não pode evitar o extermínio dos amigos.  Imensa tristeza se lhe abateu na alma. Perdera Zala, já não tinha os pais, e seus planos de desvendar sua vida passada junto aos Di Sabinni estavam perdidos.
Restava a pequena fortuna. Retorna para Viena e pensa em abandonar definitivamente a sua vida de aventuras. Procura um convento e ali se interna. Vive um dilema e um segredo; busca afoito por literatura; disseca a Bíblia em busca de afirmações sobre a reencarnação; e nada disto pode compartilhar com ninguém. Até que surge uma exótica figura: um padre velhinho se transfere para Viena e consegue pôr fim aos tormentos de Siegfried. Secretamente, busca a sua confissão e o ancião se põe a revelar para ele, que os padres não tinham como aceitar a reencarnação; alguns, porém, aceitavam-na na alma e também na razão, porque tiveram experiências semelhantes às de Siegfried.
Enfim, Siegfried deveria aprender a conviver com isto, silenciar, não deixar nada escrito e não se comprometer diante dos outros padres.
Foi por causa deste velhinho que Siegfried sem grande vontade se fez padre e morreu padre, sem jamais tocar num centavo da sua fortuna.
Como ainda conservava vivos os traços do drama da pobreza voluntária de sua encarnação anterior, apesar de rico, sempre pensavam que precisaria guardar os recursos para alguma época de necessidades maiores.

Com isto, cavara no convento a imagem de sovina e egoísta, além de ausente, frio e casmurro. No entanto, ninguém sabia o que Siegfried pedia em suas orações — providências e coisas, muito além da compreensão daquela época.
Siegfried nascera destinado a unir a Hungria ao Sacro Império através de Zala e ambos fracassaram e bem poderia ter dado um destino melhor à sua fortuna.
Enquanto isto, os observadores da experiência mardukiana registravam através de Siegfried: se o intervalo entre uma e outra encarnação fosse maior, Siegfried não teria falhado, não seria um homem rico por fora, conservando por dentro o instinto de penúria e escassez de sua vida anterior.

É neste cenário da Europa medieval que acontece a estranha estória de personagens que se encarnam entre os séculos 10 e 13 e depois, reaparecem praticamente nos mesmos lugares e famílias, entre os séculos 13 e 15.

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Introdução – A Saga Mardukiana

Há quinhentos mil anos, seres poderosos de outros sistemas universais vêm à Terra (Efesus) para desenvolver a raça terrestre. São mardukianos e omphisianos e depois smirnos, pérgamos, tiátiros, sardos, filadelfos e laodiceus.
Quando os terrestres se desenvolvem, os mardukianos e os omphisianos desrespeitam as leis naturais da Terra, provocando o esfacelamento da raça que principiava a florescer.
Num concílio em mente universal, o Senhor de Adhi, regente absoluto de doze universos ádicos, informa que o planeta Terra apresenta seres com uma estranha e diferenciada energia — a energia das emoções, algo que deverá ser pesquisado e experimentado pelos povos racionais dos seus sistemas universais — obtém a concordância desses povos para retornarem à Terra, não mais como deuses, mas propondo que os poderosos mardukianos e omphisianos se tornem terrestres e então, eles passam a realizar a experiência de encarnar seus corpos de energia em corpos terráqueos, até se tornarem completamente terrenos.
Destacando os mardukianos, eles se encarnam sucessivamente, na Atlântida, na Etiópia, no Egito (Gizé e Mênfis), no Tibete (entre China e Índia), na Arábia, na Europa, no Brasil e a saga finaliza com o Livro do Futuro, em 2700d.C. — no entanto, as suas estórias na Atlântida e na Etiópia são citadas, mas não escritas.
A Jornada da Alma relata a experiência dos mardukianos mesclados aos terrestres, omphisianos e às demais raças extraterrenas, e depois de relatar sua estória em Gizé, completamente esquecidos de sua origem, eles retornam à consciência na segunda estória (o livro de Mênfis), onde ressurgem numa dimensão espiritual próxima à Terra e novamente se encarnam para construir a grande pirâmide de Gizé, espécie de vector de ligação com Marduk, seu mundo de origem; para tanto, Quéops, Quéfren e Miquerinos têm os seus poderes mardukianos parcialmente religados.
Mais esta encarnação se passa e ao morrerem são transladados para o Monte Kala, região etérica de Júpiter, onde recobram a memória de sua origem e se preparam para uma nova encarnação.
Ressurgem entre China e Índia (o livro do Tibete) e a estória reinicia com mestres tibetanos numa pequena ermida às margens dos montes Himalaia, onde preparam o nascimento de Buda e Jesus, relacionando-se com os Senhores da Terra, Adonai e Adith, bem como com os arcanjos planetários, vivendo os dilemas da razão mardukiana e do instinto sexual dos terráqueos.
Findo o trabalho, eles desencarnam e se preparam para perderem de vez os super-poderes e então, reaparecem encarnados em todas as regiões dominadas pelos romanos, mas reunidos principalmente em Jerusalém, no tempo de Jesus (o livro da Arábia).
À cada nova encarnação, eles vão se tornando tão impotentes quanto os terrestres. Vão adquirindo o aspecto astral-emocional e assim, conhecem a energia da morte e da dor… Mas também do prazer sensorial.
Na Arábia, a teia cármica os envolve cada vez mais entre os dilemas do povo judeu e romano — renegam o messias que eles mesmos haviam preparado para colaborar na tarefa de sutilizar os terrestres.
Num tempo de barbáries e crueldades inenarráveis, eles ainda parecem manter a chama de seu grau evolutivo, mas não podem evitar as consequências da teia cármica.
O fato relevante na Jornada da Arábia aponta Jesus, não só como chefe espiritual do planeta, mas como o seu principal diretor de operações e novas decisões; dentre estas, Jesus permite o ingresso de mais 40 raças extraterrestres em grau tecnológico, porém raças não confederadas. Pretende Ele no curto espaço de 2000 anos fazer os terráqueos saltarem para a fase tecnológica. Omphisianos e mardukianos, mesmo desaprovando esta atitude, temerosos de um apocalipse prematuro, não têm outra escolha senão acatar a decisão.
Esta nova encarnação na Europa, serve como pano de fundo para a compensação cármica, onde vão sofrer as consequências dos seus atos acumulados em Gizé, Mênfis, Tibete e Arábia. O grupo mardukiano divide-se entre pessoas do clero, da corte, dos exércitos, campônios, servos, piratas e salteadores. E por corte, entenda-se qualquer outro tipo de privilegiado, pessoas ricas que compravam títulos palacianos. Era um tempo de Cruzadas e Santa Inquisição, guerras, fome e peste — e nisto, incluem-se os rigores climáticos de cenários nevados e o sofrimento dos mardukianos, que mesmo terrena-lizados, nunca conseguiram tolerar bem os extremos de um Sol escaldante ou de nevascas tão geladas.
No entanto, a verdade por trás deste pano de fundo é bem outra: o Plano permite que nesta fase da experiência, os árabes (mouros e berberes), já mardukianizados, invadam a Europa e deste modo, o sangue mouro cruza com o sangue europeu através da Espanha, na época dividida em reinos: Leão, Castela, Navarra e Aragão. A hierarquia mardukiana, durante sete séculos ocupa todos os cantos da Europa nas dimensões intraterrena, terrestre, astral e mental; estavam, pois, dirigidas em blocos para o continente europeu. Assim, todos os céus da Europa, visíveis ou invisíveis, foram povoados com as suas presenças, estivessem no estágio de super-conscientes, conscientes, inconscientes ou completamente terrenalizados.Os antigos poderes se transformam em dons mediúnicos, que na época esbarravam na tortura e nas fogueiras da Santa Inquisição.
Abalados e desmemoriados, mas sempre monitorados por seus superiores, seres racionais que apenas assistem a dor e as mortes sucessivas de seus irmãos, que não podem interferir, já que obedecem coordenadas exatas — a experiência tem de ser vivida pelo prisma terrestre.
Carregados de traumas e conflitos sexuais, coisas inexistentes em seus mundos de origem, principalmente os mardukianos, reaparecem numa nova encarnação, (o livro do Brasil), como buscadores da espiritualidade, porém avessos ao fanatismo, em função dos traumas cármicos oriundos das perseguições religiosas na Europa, tornando o Brasil uma imensa praça de misticismo, e, neste país, instintivamente, começam a buscar algo que se acha perdido em seu próprio inconsciente. A busca resulta no despertar de alguns potenciais, inicialmente considerados paranormalidade, porém os sofrimentos decorrentes dos laços cármicos, ainda são látegos que flamejam em suas almas inquietas e atormentadas. Sentem falta de algo. Não sabem do quê. Apesar de terem um comportamento cada vez mais semelhante ao terrestre, nutrem sempre a impressão de que terrestres não são, ou pelo menos, não deveriam ter nascido neste mundo ou nesta época.  As suas fantasias e anseios sempre incluem uma ardente necessidade de pesquisar a paranormalidade e posteriormente, a ufologia. No Brasil, eles se tornam sabedores da possibilidade de que o ser humano pode ter diferentes origens. E cada um, ao se deparar com a informação, sente palpitar no coração, que esta possibilidade pode ser ficção para os terráqueos, mas não para eles, que nisto, encontram a justificação do seu estranho e diferenciado sentimento — algo que as palavras não podem narrar.
O principal argumento é o grupo-carma que vive fantásticas estórias nos livros de Gizé, Mênfis e Tibete; depois, intensos dramas na Arábia e Europa, para culminar no Brasil e desfechar a saga no Livro do Futuro em 2700d.C., quando acontece o despertar dos mardukianos, e diante do retorno ao seu verdadeiro mundo de origem, o inesperado acontece.
Um grande parâmetro de evolução mardukiana, mostra o princípio das chamas-gêmeas, a perfeita unidade entre dois seres distintos, resultando num só corpo de energia.
Ao se transformarem para a condição terráquea, cada mardukiano desmembra-se em dois seres distintos: um macho e uma fêmea, aptos ao revezamento dos papéis masculino e feminino, algo que não acontece com os humanos de origem terráquea, onde o macho sempre renasce como macho e a fêmea sempre como fêmea, até que atinjam um certo grau evolutivo e possam compor um par de chamas gêmeas.
A Jornada da Alma centraliza a saga em torno de El Argon-Shaedai, o mardukiano que desmembrado torna-se El Argon, ele, e Shaedai, ela — o casal, mesmo que não ocupe os papéis principais de uma ou outra estória, está sempre presente e é possível identificá-los, apesar de trocarem de sexo, variando no grau de parentesco, alternando seus papéis e sempre trocando de nomes a cada estória.
No Tibete, a saga mostra o mardukiano El Dhirash-Eloish, que no mosteiro se torna o mestre Dhira e é escolhido por Adith, para tornar-se o lendário guru Babaji com a sua Mataji, expoentes dos místicos da Índia.
No Brasil, a saga demonstra que os mardukianos liberados da experiência, vão engrossar as fileiras de uma hoste unificada de mestres imateriais, algo citado como grande fraternidade branca de mestres ascensionados, demonstrando como trabalha o governo oculto do mundo e inclusive, o governo da hidra sistêmica, espécie de Senhor da Lua Negra.
Agora, porém, é tempo de Europa… milhares de histórias acontecem entre o ano 700d.C. até 1500.
Nesse breve instante dentro da eternidade, uma fenda no espaço, um rasgo no tempo e outra vez, o mergulho no inconsciente do narrador, nos leva vertiginosamente ao passado de um cenário medieval europeu.

 

“Ostentam seus mantos com a cruz um cavaleiro do Santo Sepulcro, um monge-soldado da Ordem de Malta, um Templário, um Combatente da Ordem da Espanha e um Cavaleiro Teutônico”

Conhecer, Abril Cultural, Volume VII — Pg. 1593
A Enciclopédia Conhecer diz: “O pensamento medieval estava saturado das concepções de fé cristã. De igual modo, e numa esfera mais limitada, o pensamento de todos aqueles que viviam nos círculos da côrte ou dos castelos, estava impregnado do ideal de cavalaria. Todo o seu sistema de idéias se baseava na ficção de que a cavalaria governava o mundo. Essa ilusão, que invade o domínio do transcendente, se choca com a realidade das coisas. Os próprios cronistas da época falam menos da cavalaria em si e muito mais da cobiça, da crueldade, da fria premeditação, do interesse material e da sutileza diplomática que marcaram a sua história.”… “Na Baixa Idade Média (Séc.XV), certa veia de ironia já começa a transparecer sob a pompa superficial.”… “E assim uma aristocracia já decadente zomba do próprio ideal. Depois de ter enfeitado o seu sonho de heroísmo com todos os recursos da fantasia, da arte e da riqueza, percebe que a vida não é afinal tão requintada — e sorri.”

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